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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

O Natal em família...tem que correr bem!!!


A família é a melhor coisa do mundo. E, vezes demais, só lhe dá valor quem já a perdeu.

Mas a família é, também, um microcosmos social e, como tal, é o espaço onde se cruzam os amores e os conflitos, as sintonias e as incompatibilidades. A família é, assim, o melhor e o mais complicado dos mundos.

E não há como o jantar de Natal para demonstrar isso mesmo, pondo à prova a resistência de todos os membros. Um anuncio da IKEA ajuda a ilustrar o problema...

 

Pois, mas esta noite tem que correr bem, e este post é para si, a quem coube organizar o Natal, este ano. Com um toque de profissional.

O jantar de Natal é, primeiro, "ambiance" e, depois, comida e bebida. As prendas, no final, serão o fecho de uma noite bem passada, selada com abraços e beijos, obrigadas e "adorei".

Vejamos a "ambiance", cujo elemento fulcral é a relação que se estabelecerá entre os membros da familia. E que relações são essas e como queremos que elas corram?

Comece por colocar, num papel, os nomes de todos os convidados, incluindo o seu. E ligue esses nomes entre si com setas verdes, se a relação entre eles for boa, com azul se for neutra, e vermelha se for conflituosa. Obterá, assim, um Sociograma, ou seja, um mapa das relações que o grupo estabelece entre si. O aspecto simplificado é, mais ou menos, este:


Analisando o mapa, saltará à vista quem concentra em si maiores tensões, quem é o isolado do grupo e quem é o animador e apaziguador. Você já sabia isto, mas num mapa fica bem mais claro. E nem pense em mostrá-lo, guarde-o ou destrua-o.

A partir daqui, cabe-lhe a si, ou a alguém em quem confia, gerir a teia de relações identificada. A palavra de ordem é não deixar detonar conflitos, e puxar pelo lado bom de todos.  Bem...ok, a ideia até é boa...

Como se faz? Vai rodar por todos, ter atenção a tudo o que se passa, e gerir o que for acontecendo. E com uma armadura de aço, porque você também será alvo de indirectas, piadas, e críticas declaradas. Reaja a tudo com um sorriso simpático, ou finja que não ouviu.

Gestão do espaço, primeiro. Lugares à mesa, não sente próximo pessoas que se dão mal, e rodeie os maus feitios de gente fixe. Grupos de conversa, afaste-se com aquele que estiver tenso ou a falar de assuntos que, obviamente, vão dar sarilho. Peça-lhe ajuda, dê-lhe uma tarefa qualquer para o entreter. Assuntos proibidos, religião, politica, futebol e vida privada dos presentes.

Importante. Não permita que ninguém seja alvo de troça ou censura. Se o assunto estiver a provocar tensão, mude de tema. Uma boa recordação da família é útil para desviar as atenções. Não ralhe com as crianças em frente de todos, isso vai humilhá-las e apenas serve para você mostrar aos adultos como se é um bom educador...Dispensável. Chame os putos à parte, discretamente, e corrija amigavelmente o que for preciso. Quanto aos adolescentes, e a menos que queira ter uma resposta insolente e uma série de portas a bater, use a mesma estratégia que com os miúdos.

A refeição. Faça questão de servir um menu de que todos gostem e preveja a existência de pratos e bebidas especiais para quem tem manias e anomalias. E divulgue junto de cada um a atenção especial de que foi alvo. Mimo, é o segredo.

Se quiser iniciar o jantar com um brinde à família, ajudará a criar uma onda positiva.

Na distribuição das prendas, faça festa a tudo o que for sendo oferecido entre todos, e tenha muita atenção pois esta é uma oportunidade para comentários maldosos. Desvalorize, ignore ou negue como se fosse uma piada.

Last, but not least, vá monitorizando a temperatura da sala. Demasiado quente ou demasiado frio criam desconforto físico e emocional.

E nem preciso de dizer que tudo isto tem de passar despercebido...

Avaliação final. Se tudo correr melhor do que o costume, esta será uma aprendizagem para o grupo. Sem o perceberem, todos vão sentir que, afinal, é possível estarem juntos e bem. E, da próxima vez, já entram na festa de modo diferente, o que fará com que ela corra ainda melhor.

Objectivo atingido. Uuuuf! Vale a pena, mas dá um trabalhão. Boa sorte!


terça-feira, 27 de outubro de 2015

Orientar o futuro dos filhos? Esqueçam lá isso!


É possível adivinhar o futuro? Hum...duvido.

Fez anteontem trinta anos que o filme Regresso ao Futuro II tentou imaginar como seria a vida hoje. Bem…adivinhou muita coisa, menos a mais importante, aquela que revirou o nosso mundo – a Internet e as novas tecnologias de informação e comunicação.

Em 1971, em plena era de Marcelo Caetano, a SEDES desenhou quatro cenários para o futuro político de Portugal, e atribuiu-lhes graus de probabilidade. O cenário classificado como menos provável foi o que aconteceu, a Revolução de Abril de 1974.

Pois é...
Sem querer deprimir-vos, esqueçam lá a ideia de imaginar ou construir o Futuro. O Futuro é o lugar da incerteza, onde todas as previsões falham, onde todos os planeamentos derrapam.

Não vou falar de como falharam as perspectivas de bom emprego dos milhares dos nossos jovens licenciados. Nem das poupanças dos velhotes do BES. Nem da grande PT. Nem do país confiante que sofre a crise de 2008 e chega à bancarrota. Nem da grande Volkswagen que é uma fraude. Nem do Tony Blair que pede desculpa pelo erro do Iraque. Nem dos países emergentes cujas economias fulgurantes são, afinal, bem frágeis…Nem do…Nem da…

Pois, o Futuro é…NÃO FAÇO A MÍNIMA IDEIA!

Bom, mas se o Futuro é incerteza, o Presente está aqui, ao alcance da mão. E pode ser construído, centímetro a centímetro, minuto a minuto, evento a evento.

Bora lá, então, construir o Presente, o HOJE.

Olhando para vocês próprios e para os vossos filhos, o que vêem?

Têm acesso à informação disponível, conhecem-na, integram-na? Sabem procurar a informação que não têm? E procuram-na? Numa palavra, são multi-informados, em variadas dimensões?

Encaram sem ansiedade novas situações? E adaptam-se facilmente a elas? Procuram novas experiências, têm um espectro alargado de vivências e interesses? Encaram com normalidade a mudança de planos, tirando o melhor partido da nova situação? Numa palavra, têm flexibilidade comportamental?

Finalmente, e a cabeça, como funciona? Procura sempre novas perspectivas, outros pontos de vista, outras soluções para os problemas? O pensamento está desbloqueado, aberto a “virar a mesa”? Numa palavra, têm criatividade?

Ok, não vale a pena desesperar. 
A multi-informação, a flexibilidade comportamental e a criatividade são características que se podem adquirir, aprender, basta sair um pouco mais da toca…sacudir as teias de aranha e rever alguns pressupostos.

E porque é que estas três características são importantes no Hoje, e o que têm a ver com o tal Futuro?

Simples. É a diferença entre jogar golf e fazer surfNo golf, dão-se tacadas numa bola imóvel, numa posição anatómica duvidável. Coisinha mais chata…No surf, gere-se a incerteza da onda. Desafiante e divertido.

Assim, um Hoje ignorante, quieto e bloqueado é um desperdíco de capacidades. Por sua vez, um Hoje informado, dinâmico e inteligente é a condição necessária para que todas as potencialidades do indivíduo se desenvolvam como merece. 

Da mesma forma, um Hoje ignorante, quieto e bloqueado não consegue gerir a incerteza, a interrogação e a surpresa inerentes ao Futuro.  Por sua vez, um Hoje informado, dinâmico e inteligente tem mais condições para gerir o que terá pela frente.

Um vídeo para inspirar, sobre a criança e o adolescente que há em nós, e sobre a nossa inacreditável capacidade de aprender. 
                                                                        
   
Pronto, não matem a criança e o adolescente que há em cada um de nós. E façam-no todos os dias, não deixem para o Futuro. Essa é a garantia de que “o mundo pula e avança”.



LINK para desenvolver
Ken Robinson - Changing Education Paradigms



sábado, 10 de outubro de 2015

Quando usar uma palavra...não beba!





Uma só palavra pode fazer a diferença. Para construir ou destruir. Uma pessoa, uma relação, um projecto.

E porquê? Porque a palavra nunca é neutra, tem sempre um significado e uma consequência. Ter um significado quer dizer que é interpretada não só por quem a usa mas, também, por quem a ouve ou lê. E esta interpretação arrasta sempre uma consequência. Não há como fugir a isto.

Uns exemplos.

Há uns dias, no telejornal da RTP1, a palavra “eleita”, aplicada ao cientista e deputado Alexandre Quintanilha, foi interpretada pelos espectadores como uma “piada” à sua assumida homossexualidade. O que arrastou a exigência de demissão do jornalista e o pedido de desculpas do mesmo.

Num casal de namorados recentes, o primeiro que disser “amo-te” anuncia o desejo de levar a relação a sério, o que obrigará o outro a aceitar ou a rejeitar a ideia, o que levará ao aprofundamento ou ao fim da relação.

Não é impunemente que os pais definem o seu filho como “estúpido” ou “inteligente”. Qualquer uma destas palavras vai ficar marcada a fogo no puto, será sempre recordada, e orientará a sua estratégia de vida futura – “eu não presto” ou “eu sou o maior”.

Numa discussão entre um casal, o marido diz à mulher: “Casaste comigo ou contra mim?”. Este trocadilho introduzirá uma quebra na discussão e abre portas para outros desenvolvimentos. 

Imaginem agora que um padre pede licença ao Bispo para fumar. Se ele perguntar “Quando rezo, posso fumar?”, o Bispo responderá não, pois rezar não pode ser perturbado com o fumo. Porém, se ele perguntar “Quando fumo, posso rezar?”, o Bispo dirá sim, pois rezar deve ser feito em qualquer situação.

Brincar com os significados das palavras é muito divertido. É, aliás, assim, que os Gato Fedorento e outros humoristas ganham a vida. Há gente com sorte, né?

Pois, pois…Mas há um livrinho, chamado dicionário, que condensa todos os significados das palavras que usamos. E agora é que tudo fica mesmo complicado.

Vejamos, no dicionário da língua portuguesa PRIBERAM, o significado da palavra CIGANO:


Indivíduo pertencente aos ciganos, povo nómada, de origem asiática, que se espalhou pelo mundo.
Aquele que leva vida errante. 
Aquele que tem arte e graça para captar as vontades. 
Quem age com astúcia para enganar ou burlar alguém. BURLÃO, IMPOSTOR, TRAPACEIRO, VELHACO. 
Aquele que é excessivamente agarrado ao dinheiro. AVARENTO, SOVINA.


Como se deduz desta leitura, a palavra “cigano” tem uma primeira definição étnica e todas as restantes são informais/pejorativas. Imaginem agora que pedem a um puto cigano que procure no dicionário o significado da palavra…Chocante, não é? 

O vídeo seguinte ilustra a situação.




E se forem consultar no dicionário de italiano a expressão “fazer uma portuguesa”, o que encontrariam? “Andar nos transportes públicos sem pagar”! Animador, não é? 

Divirtam-se a pesquisar outras. 

Se julgam que “palavras leva-as o vento”, enganem-se. Elas marcam, serão sempre recordadas, orientarão o futuro. 

Quando usar uma palavra…não beba. 




terça-feira, 6 de outubro de 2015

Pais e filhos. Copy and paste.




Pois é, os putos imitam tudo o que os adultos fazem. É, aliás, a primeira forma de aprender. 

Começa na família e continua, ao longo do tempo, por outras "agências socializantes" - o grupo de vizinhança, a escola, a TV, a Internet, e por aí fora...

Ah, a família...é o espaço onde tudo se passa. Pai e mãe, um pai ou uma mãe, dois pais ou duas mães, os educadores no asilo, tanto faz, são cruciais na transmissão dos modelos de pensamento e comportamento. Mesmo sem consciência disso. Mesmo quando julgam que não. Mesmo quando querem ensinar A e, afinal, ensinam B.

A criança vê, ouve, sente e faz igual. Aqueles adultos são a sua vida, o seu modelo, o seu exemplo. São o seu Manual de Instruções.

E o que é que ela vê? As palavras que usam. Os gestos que fazem. As suas acções.

Como os pais se amam, como se zangam, como se separam. Como amam os filhos, como se zangam com eles, como os tratam numa separação. Como encaram a vida profissional. Como encaram a vida escolar. Como se comportam no espaço público. No trânsito, nas filas das lojas, perante as figuras de autoridade, face a um insulto ou agressão, face aos estrangeiros, face aos mais fracos...Como se comportam  no espaço político.

É por isso que é tão desafiante observar uma família. Há, ali, um modelo comum, falam da mesma maneira, sorriem da mesma maneira, têm posturas corporais semelhantes, movem-se da mesma maneira. Impressionante.

Assim, os filhos vão repetir, ao longo da vida, o que aprenderam aqui. A mulher ou o marido que escolherem vão ter laivos do seu pai ou da sua mãe. E ensinarão aos seus filhos aquilo que ouviram, viram e sentiram.

Por vezes, na adolescência e na vida adulta, podem tentar separar-se destes modelos. Mas, em caso de crise, lá virá ao de cima aquilo que ficou impregnado na sua pele.

Conclusão. Estamos tramados!

Um video que entra pelos olhos dentro. E para ter sempre presente.










quinta-feira, 25 de junho de 2015

Adoro as mentes conservadoras...são tão cómicas!!!

As mentes conservadoras tomam decisões baseadas nas regras do Passado, evitando considerar as possibilidades do Futuro.

Aqui estão três tesourinhos deprimentes, bem típicos.

O primeiro, um recorte do Expresso, de 1995, “A hora do Multibanco”, relata uma história muito gira. Ora vejam.

Dez anos antes, em 1985, foi inaugurada a primeira caixa Multibanco em Portugal, no BPA, e que deveria ficar disponível 24h por dia, como seria de esperar. Porém, e face à contestação dos outros bancos, tementes da concorrência que o MB iria fazer, o Governador do Banco de Portugal, à época, Vitor Constâncio, mandou fechar a caixa automática às 16.30h, hora a que fechavam todos os balcões.



No segundo tesourinho deprimente, de 1996, retirado da crónica do Jornal Público "Retratos da semana” de António Barreto, vemos este a reagir contra o uso do telemóvel, diabolizando a máquina e recusando-se a usá-la. Ora vejam.



Finalmente,  num artigo do Jornal Público, de 2001,  Dez anos a falar ao telemóvelDulce Furtado relata mais dois casos.

..."1996:  Exasperado com a profusão de telemóveis por toda a Europa, Umberto Eco descreve-os violentamente como "sinal de inferioridade social" e "estigma de pobreza". Para este escritor só havia quatro categorias de pessoas autorizadas a possuir legitimamente telemóvel: os deficientes, os jornalistas, os médicos e as mulheres e maridos a braços com relações extraconjugais. Todos os outros seriam "um miserável, um yes man que é obrigado a responder sempre ao patrão ou ao banco que o persegue por todo o lado". 

E ainda...

..."Conselho idêntico (desligar o telemóvel) é dado pelos restaurantes lisboetas Massima Culpa, no Bairro Alto, e Trattoria, na Rua Artilharia 1: ambos, nas suas ementas, deixam claro o aviso de que "o uso do telemóvel à hora da refeição pode alterar a cozedura do risotto ou da pasta". 




À luz de hoje, estas tiradas não têm explicação…Ou terão?




segunda-feira, 15 de junho de 2015

Ah...como as aparências iludem...

Treine a observação e descubra as diferenças...

Duas fotos, publicadas pela Revista L'Express, em 1977.


Perguntas:

As fotos retratam dois homens, ou apenas um? 

Se for "apenas um", qual a foto mais antiga?


Respostas:

As fotos representam o General Cao Ky, vietnamita, em dois momentos da sua vida.

A foto da esquerda, a mais antiga, mostra o General Cao Ky, no seu gabinete de trabalho, em 1965, quando era Primeiro-Ministro do Vietnam do Sul.

A foto da direita, mais recente, data de 1977 (doze anos depois!), e mostra Cao Ky como dono de um mini mercado na Califórnia, onde se refugiou após a queda de Saigão.



A piada da comparação está nas diferenças das mensagens não-verbais nas duas fotos, as quais induzem em erro fazendo com que, à primeira vista, pareçam dois homens diferentes e, depois, sendo o mesmo, este parece mais jovem na foto da direita do que na da esquerda.

E quais são as diferenças?

A foto da esquerda mostra um homem com poder, percepção dada pela farda militar, pela posição imperativa da cabeça e da mão, dos ombros direitos (reforçada pelas dragonas), do cabelo e do bigode, bem cuidados.

A foto da direita mostra um homem sem poder, ao serviço dos seus clientes, percepção dada pela roupa informal, pela posição amigavel da cabeça, dos ombros descaídos, das mãos em berço, do cabelo e do bigode, ao natural.


Conclusão, perder o Poder rejuvenesce…

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Quando Guterres escorregou pelas capas da Visão

Decorria o ano de 2001, em pleno 2º mandato do Primeiro-Ministro António Guterres. 

Nesse ano, em Fevereiro, Maio e Julho, a Revista Visão publicou três imagens de Guterres, a ilustrarem os respectivos artigos, que representam, de forma gritante, os momentos políticos críticos do seu Governo, os quais culminaram na demissão do Primeiro-Ministro em Dezembro do mesmo ano.

A sucessão de fotos, a seguir, é das coisas mais bem feitas que tenho visto em matéria de comentário politico nos mass media.

Na foto de Fevereiro 2001, Guterres é fotografado no cimo da escadaria do Palácio de São Bento, a toda a largura da página central, e o objectivo do artigo é vincar os seus planos para controlo da crise. 

Como? A foto foi tirada de baixo para cima, com o Primeiro-Ministro numa pose decidida, braços cruzados, e com a legenda "O que eu vou fazer".

Fev 2001

Porém, em Maio de 2001, as coisas ainda não corriam bem a Guterres, e a capa da Visão ilustra, de forma clara, a desorientação do Primeiro-Ministro face à crise.

Como? Guterres é fotografado numa pose indecisa, de pezinho no ar, mãos viradas para cima, cabeça de lado e expressão facial interrogativa, com a legenda "E agora o que é que eu faço?"

Maio 2001

Finalmente, em Julho de 2001, a coisa estava ainda mais preta, e a capa da Revista ilustra bem o previsível afundar do Governo.

Como? Guterres é fotografado só com metade da cabeça, colocada no fundo da página. como que a escorregar, e em letras garrafais "Guterres bateu no fundo?"

Julho 2001


No final desse ano, e face ao desastre do PS nas eleições autárquicas, Guterres pede a demissão do seu Governo. 
Partiu, depois, para a ONU, e parece que não quer voltar mais...

Deve ter doído...escorregar assim pela capa da Revista...



segunda-feira, 25 de maio de 2015

Redes sociais...que nojo...dizem eles!

Desde Abril passado, os jornalistas lutam contra a ideia peregrina dos Partidos quererem controlar as reportagens das campanhas eleitorais. Exigem a sua Liberdade editorial, em prol da Democracia.

Muito bem.

Porém, às vezes os jornalistas recusam a Inovação, preferindo o Passado e/ou os seus velhos modi operandi. O que põe em causa a Democracia.

Muito mal.


O Jornalista do século XX 
ainda existe no séc XXI ?

É assim que vejo o ataque feito às redes sociais por Ricardo Araújo Pereira e Miguel Sousa Tavares, ao desprezarem a importância da opinião dos cidadãos expressa nesses meios, por contraposição à enorme importância dos senhores JORNALISTAS.

Seguem-se alguns testemunhos.


RAP (00:43)

Governo Sombra 03.04.2015


MST (00:35)
“Como vai ser o jornalismo nos próximos 20 anos? 19.02.2013

Como se viu, MST contrapõe a "informação basista", a dos cidadãos na Internet, à "informação de referência", a dos jornalistas. Chega mesmo a falar em “mandato de representação” dos jornalistas, mediadores entre as notícias e os seus destinatários, comparando aqueles aos deputados... "O jornalismo de referência tem de ter a coragem de ignorar por completo o que se passa na Internet"... Seriously?

O mesmo ponto de vista é  repetido por MST no Expresso de 22.05.2015 (link abaixo), no qual censura os jornais por "irem atrás das redes sociais", em vez de fazerem um trabalho jornalistico sério...

Porque a informação jornalística nem sempre presta, e as redes sociais têm muitos defeitos, os seus argumentos fazem sentido. Mas é este o cerne da questão? O jornalismo não presta porque dá importância às redes sociais? Ou há algo de mais fundo no nojo que RAP e MST têm das redes sociais?

Estas posições, que me surpreendem em duas figuras de cujo espírito democrático ninguém duvida, expressam, no fundo, a luta entre o pretenso prestígio da OPINIÃO PUBLICADA, palco dos jornalistas, e o pretenso desprestígio da OPINIÃO PÚBLICA, palco dos cidadãos anónimos. A elite versus a massa, os iluminados versus os trogloditas.

Podem fazer-se vários comentários a estas posições.

Primeiro, o jornalismo de "lixo", a que também se refere Vasco Pulido Valente (link abaixo) a propósito do gosto pelo melodramático por parte de jornais e televisões, já existia muito antes das redes sociais. Basta recordar as inacreditáveis reportagens sobre o escândalo Casa Pia, em 2002/2003, em que os mesmos videos eram repetidos em loop durante horas!

Segundo, quem é que dá, ou deu, esse tal “mandato de representação” aos jornalistas? Os cidadãos votam em alguma redacção de jornal, rádio ou televisão? Ou a eleição tem-nos passado ao lado? Sob que critério é que os jornalistas se apoderam do tempo de antena, pago pelos cidadãos, e exigem atenção exclusiva e mérito incontestado?

Terceiro, as redes sociais são um espaço de expressão da OPINIÃO PÚBLICA, instantâneo, e permitem a participação dos cidadãos na elaboração, difusão e avaliação da informação, algo inédito na História, e cuja importância é incontestável.

Porém, é verdade que as redes sociais têm os seus pontos fracos - os "comentários" são muitas vezes pouco recomendáveis, e o espaço presta-se à expressão de ódios e pode servir de palco de toda a espécie de crimes, desde o terrorismo à pedofilia e do bullying à difamação.

Todavia, é possível, hoje, ignorar a OPINIÃO PÚBLICA e a força das redes socias? Não. É preciso ir construindo um código de conduta para a sua utilização? Sim. É imprescindível saneá-las do crime? Claro. Mas que as redes socias são um dos maiores poderes do cidadão, depois do voto, ninguém tem dúvida.

Talvez RAP e MST queiram que as redes sociais sejam desligadas, como em tantos países não democráticos no mundo, que os jornalistas se fechem na sua classe profissional, purificados do contacto com os trogloditas, e avaliados exclusivamente pelos Reguladores (também jornalistas). E que os cidadãos fiquem limitados à leitura dos seus respectivos artigos, na Visão e no Expresso, caladinhos e bem comportados...

Meus queridos, aguentem-se, esse tempo já era...

Em suma, desprezar as redes sociais, hoje, é o mesmo que desprezar o Voto Universal porque os cidadãos são pouco escolarizados, como em tempos se dizia....

Finalmente, um excerto do filme Lincoln, onde os congressistas debatem a libertação dos escravos…


Lincoln (01:12)

                                              
Nem sei porque é que me lembrei de meter o Lincoln aqui. Não tem nada a ver com o RAP ou o MST, pois não? Silly me...


LINK
Miguel Sousa Tavares "O Facebook é a maior ameaça do séc XXI" (03.12.2009).
Miguel Sousa Tavares "A rendição do Jornalismo" (22.05.2015).
Vasco Pulido Valente "O lixo" (22.05.2015).
Umberto Eco "Redes sociais deram voz a legião de imbecis" (11.05.2015).
Rui Zink "Eco e as redes sociais" (15.06.2015).
Alternativa ao jornalismo de lixo, Constructive Jornalism Project.


segunda-feira, 18 de maio de 2015

Deixem os putos usar as tecnologias....com bom senso!

No seguimento do anterior, este post é sobre o BOM SENSO.

As tecnologias não são boas ou más, dependem, isso sim, do uso que se fizer delas. Lamentavelmente, só trazem instruções de funcionamento, não trazem instruções de como nos comportarmos com elas.


Um exemplo simplista. Uma faca é boa ou má? Depende. Se for para matar alguém, é má. Mas se nos defender de um ataque, é boa. E se for numa operação? É boa. E se o médico pertencer a uma rede de tráfico de orgãos? É má...E assim por diante.

Tudo isto para dizer que o uso das tecnologias por parte das crianças (e dos adultos também, já agora) tem que obedecer a um código de conduta que se vai definindo à medida que os problemas vão surgindo. É o típico caso de "só se sabe depois...".

É o tempo que se leva a definir o novo código de conduta que costuma exasperar os mais saudosistas, os cépticos e os pessimistas. Que horror tocar o telemóvel no cinema! Pois, mas antes de ele tocar umas vezes, ninguém pensou que poderia acontecer! Que horror o miúdo ficar horar e horas ao computador! Pois, mas antes de acontecer, quem adivinhava?


Acho que, nestas matérias, deve imperar o bom senso. Mas este "bom senso" deve resultar da integração entre aquilo que foi importante no Passado, aquilo que é importante no Presente, e aquilo que se pensa que será o Futuro.

Um dos melhores exemplos disto é a contrução da Baixa de Lisboa feita pelo Marquês de Pombal, após o terramoto de 1755. Reconstruiu a cidade para o Futuro, considerando as necessidades do Presente de então, e respeitando o seu Passado. É claro que, na altura, se contestou a largura exagerada das ruas da Baixa, ao que ele respondeu "Ainda um dia as vão achar estreitas". Confirmou-se.

Nada pior do que tomar decisões só com base no Passado, que já morreu. Por exemplo, a proibição da abertura dos hipermercados ao domingo. Ou só com base no Presente, que vai desaparecer. Por exemplo, a construção dos 10 estádios de futebol para o Euro 2004. Ou só com base no Futuro, que é adivinhação. Por exemplo, a construção da gigantesca rede de autoestradas, que se veio a confirmar ser desporpocionada ao tráfego.

E agora um video que mostra o comentador Marcelo Rebelo de Sousa a ver um SMS em pleno programa da TVI! Hum...será in?

Jornal das 8 TVI    03-05-2015


Por fim, uma pergunta provocadora. A TV, o telemóvel ou o computador afastam os membros de uma família, ou a família já está afastada, e as tecnologias são, apenas, um sintoma/fuga?

Ai, ai..esta deve ter doído...

LINK para o código de conduta no Facebook  - JMT no Público
LINK para estremecer - texto de Patricia Reis no Expresso
LINK para o absurdo - Médico na Jordânia
LINK para o que já foi o Tabaco no Observador



segunda-feira, 11 de maio de 2015

Deixem os putos usar as tecnologias...também!

Tentar afastar as crianças da televisão, dos telemóveis ou dos computadores é, não só, absolutamente inglório, como vai isolá-las do grupo dos seus colegas e amigos. É afastá-las do seu presente e, mais grave, do seu Futuro.

 

Mas, para gerir esta situação, há duas palavras - TAMBÉM e BOM SENSO.

Este post é sobre o TAMBÉM.

Um recorte de jornal, que não consigo encontrar nos meus arquivos (desespeeeerooo!!!), relatava uma notícia giríssima. Em 1904, nos EUA, um médico afirmou que andar a 10 km/h numa bicicleta a motor era perigosíssimo! Isto porque, a esta velocidade estonteante, a pessoa abria a boca, enchia-se de ar e... rebentava!!!

E o que se disse quando surgiu o cinema! Hum..uma sala escura, um écran brilhante...as pessoas vão ficar cegas! Ou da fotografia, que roubaria a alma do fotografado...

Só para rir, vejam este filminho do Charlot que mostra bem o receio do Homem em relação à Máquina.


02:58

Esta é a atitude "normal" do ser humano face à novidade tecnológica, seja ela qual fôr. Desconfiança, medo, futuro negro...

E é por isso que, todos os dias, surgem notícias, estudos e relatos de coisas horrorosas que poderão acontecer a quem usa a televisão, o telemóvel, o microondas, o Facebook e sei lá que mais! Até o nosso prestigiado sociólogo, António Barreto, escreveu contra o telemóvel nos idos anos de 90. Enfim...

A verdade é que as novas tecnologias são não só inevitáveis, no presente e no futuro, como também estimulam o nosso cérebro de forma completamente diferente do "antigamente".

E sem me alongar muito sobre esta evidência, remeto-vos para um livro giríssimo, de 2006, de Steven Johnson, "TUDO O QUE É MAU FAZ BEM - Como os jogos de video, a TV e a Internet nos estão a tormar mais inteligentes". Aqui encontrarão o desafio de pensar mais à frente.

MAS...
se os miúdos têm que saber usar nas tecnologias quanto mais cedo melhor, tal como acontece com a aprendizagem de uma segunda língua (quanto mais cedo, mais se integra na sua "pele"), também têm que saber que a água não nasce nas torneiras e que o frango não é aquela coisa de pernas abertas das prateleiras dos supermercados...

Ou seja, a criança, com o seu potencial inegualável, tem que ser desenvolvida e estimulada em todas as direcções, sem radicalismos ou saudosismos.

A foto abaixo, e a sua legenda, colocam, em alternativa, a Tecnologia e a Natureza.


Mas isto é uma falsa escolha. A Tecnologia não se opõe à Natureza. Não é "Tecnologia ou Natureza". É, sim, "Tecnologia e, também, Natureza".

No campo da Civilização e da Cultura, há muitos outros exemplos de falsas escolhas. Temos de estar atentos. 

No próximo post, discutirei o BOM SENSO que acompanha este TAMBÉM. E vou ser ainda mais chata...


LINK para "old school", na SIC Noticias

LINK para Estudo inglês, no Observador

LINKs para aprofundar:

Blog de Nelson Trindade

Artigo de Catarina Marques Rodrigues no Observador


segunda-feira, 4 de maio de 2015

Varoufakis, o rebelde submisso?

Georgios Varoufakis, pai do Ministro das Finanças grego, disse, este domingo, em entrevista ao jornal Ethnos, que adora o seu filho, que Tsipras adora o seu ministro e que as mulheres adoram o homem, nomeadamente, a directora do FMI, Christine Lagarde. Ah, muito bem.

Esta converseta tornou actual a minha análise sobre o lado sedutor de Varoufakis. Vejamos.

Varoufakis e Jeroen Dijsselbloem, Presidente do Eurogrupo, não se gramam e medem forças constantemente.



Desta vez, o móbil foi a Directora do FMI, Christine Lagarde.

Nas fotos a seguir, Varoufakis lança todo o seu charme de rapazinho “quiduxo” sobre a francesa.



Jeroen Dijsselbloem não achou graça, tal como se vê nas fotos seguintes, com o holandês, de cara irónica, fechada e tensa, agarrado a si próprio.


Finalmente, Varoufakis olha para Dijsselbloem, numa postura de “ora toma, gostaste?".


Li, algures, que Varoufakis é um sedutor. É, mas em modo adolescente?



quinta-feira, 30 de abril de 2015

Quer ajudar os seus filhos a estudar Português? Ah, ah, ah, boa piada!

Ensinar/aprender a Língua Portuguesa é, hoje um pesadelo. Entre a nova Gramática e o Acordo Ortográfico, a coisa ficou preta. Algures entre o final do século XX e o início do século XXI, uns alguéns decidiram brincar com a nossa paciência e ninguém os travou. Estamos lixados.

Cabecinhas pensadoras

Dois exemplos: Um sobre o AO, outro sobre a Gramática. Uma delícia.

Quadros ilustrativos da aberração Acordo Ortográfico apresentados por Bagão Félix na Edição da Noite da SIC Notícias (05.06.2013).



O próximo texto é da autoria de Teolinda Gersão.
Escritora, Professora Catedrática aposentada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa., escreveu-o depois de ajudar os netos a estudar Português. Colocou-o no Facebook. (11/06/2012)

Dado que o texto é longo, coloco aqui apenas um excerto.

"Vou chumbar a Língua Portuguesa, quase toda a turma vai chumbar, mas a gente está tão farta que já nem se importa. As aulas de português são um massacre. A professora? Coitada, até é simpática, o que a mandam ensinar é que não se aguenta. Por exemplo, isto: No ano passado, quando se dizia “ele está em casa”, ”em casa” era o complemento circunstancial de lugar. Agora é o predicativo do sujeito.”O Quim está na retrete”: “na retrete” é o predicativo do sujeito, tal e qual como se disséssemos “ela é bonita”. Bonita é uma característica dela, mas “na retrete” é característica dele? Meu Deus, a setôra também acha que não, mas passou a predicativo do sujeito, e agora o Quim que se dane, com a retrete colada ao rabo.
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No ano passado se disséssemos “O Zé não foi ao Porto”, era uma frase declarativa negativa. Agora a predicação apresenta um elemento de polaridade, e o enunciado é de polaridade negativa. No ano passado, se disséssemos “A rapariga entrou em casa. Abriu a janela”, o sujeito de “abriu a janela” era ela, subentendido. Agora o sujeito é nulo. Porquê, se sabemos que continua a ser ela? Que aconteceu à pobre da rapariga? Evaporou-se no espaço?
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E agora é mesmo o fim. Vou deitar a gramática na retrete, e quando a setôra me perguntar: Ó João, onde está a tua gramática? Respondo: Está nula e subentendida na retrete, setôra, enfiei-a no predicativo do sujeito. 

João Abelhudo, 8º ano, setôra, sem ofensa para si, que até é simpática."

ver texto completo

E, agora, digo eu...estamos todos loucos?

terça-feira, 28 de abril de 2015

Varoufakis - a rejeição anunciada

Varoufakis foi, ontem, afastado das negociações com o Eurogrupo. Porém, esta "rejeição" estava já anunciada desde a primeira hora.



#Varoufakis

Na verdade, em 30 de Janeiro de 2015, a primeira conferência de imprensa dada por Varoufakis e pelo Presidente do Eurogrupo, o holandês de nome impronunciável Jeroen Dijsselbloem, correu mal para o grego.

Varoufakis, já no finalzinho da sua intervenção, resolveu dizer que a Grécia não iria negociar mais com a Troika. O holandês, danado, deu a conferência por terminada, sussurrou qualquer coisa muito mázinha ao grego e deixou-o para trás, avançando rapidamente para a saída.

O video da conferência, a que tirei o som, não deixa dúvida.


             Video completo (01:08)

                

                                                                                                      
Para aprofundar a análise, parti este video em duas partes e coloquei-as em slow motion, o que permite realçar vários momentos significativos.


Na parte 1, é de notar:

1º A cara fechada do holandês ao ouvir Varoufakis falar da Troika, sobretudo quando lhe faz sinal de que está a ouvir a tradução;

2º A relutância em apertar a mão que Varoufakis lhe estendeu por duas vezes e o "puxo eu - puxas tu" dos braços, numa luta entre os dois;

3º O sorriso a morrer na cara de Varoufalis, ao ouvir a coisa muito mázinha que o holandês lhe terá dito.

Parte 1 (01:07)

                                                                                         

Na parte 2, é de notar:

1º A saída apressada e tensa do holandês, deixando o grego completamente sozinho e para trás;

2º O ar abandonado e "abananado" do grego, agarrado às costas da cadeira e, depois, com as duas mãos nos bolsos.


Parte 2 (01:11)


                                                                                                                                                          

Deve ter doído...  

Li, algures, que o holandês terá dito ao grego "acabaste de matar a Troika". Hum...vou fingir que acredito...deve ter sido bem pior...


sexta-feira, 24 de abril de 2015

Quando a "tradição cultural" justifica o crime

É vulgar, hoje, invocar-se a "tradição cultural" de um grupo, de um povo ou de uma religião para justificar actos que colidem com os valores contemporâneos, nomeadamente, da Declaração Universal dos Direitos do Homem.

Vejamos alguns exemplos de actos que já foram historicamente aceites noutras eras, e que, sendo intoleráveis hoje,  ainda se mantêm  protegidos pela tal ideia de "tradição cultural".

Mutilação genital feminina

Ainda largamente praticada na África subsariana, a mutiliação genital feminina é, hoje, combatida por ofender todos os direitos das mulheres. 


Casamento infantil

Ainda largamente praticado em África e na Ásia, o casamento infantil é, hoje, considerado pedofilia, e combatido por ofender, mais uma vez, o direito das mulheres.


Violência doméstica

"Entre marido e mulher não metas a colher" dizia-se, até há alguns anos, em Portugal. Hoje é um crime público que abarca a violência doméstica sobre crianças, idosos, mulheres e homens, mas a sua denúncia ainda choca com a "tradição cultural".


Escravatura 
A paquistanesa Ialee Kohi trabalhou durante 
mais de 20 anos como escrava. 

Ainda praticada em todo o mundo, inclusive em Portugal, a escravatura de homens, mulheres e crianças é combatida, hoje, por ofender os direitos humanos.


Violência sobre os animais


Touradas, caça aos golfinhos, focas e baleias, ou a industria das peles preciosas, são exemplos de como a violência sobre os animais pode ser particularmente chocante aos olhos contemporâneos, sobretudo no que toca à dimensão "espectáculo". Por muito "artisticos" ou economicamente interessantes que sejam. 


Mas é uma questão de tempo para que tudo isto desapareça...E depende da força da opinião pública.